Cuidados com a pele na radioterapia

Donna con mani al collo

A Dra. Adriana Vilarinho, em parceria com o Projeto “De Peito Aberto”, iniciativa que visa melhorar a autoestima da mulher com câncer de mama e buscar a humanização médica, fala sobre as reações da radioterapia na pele de pacientes em tratamento oncológico.

A radiodermatite é um efeito comum que pode surgir em três graus de severidade e quatro graus de manifestação (leve – 1; moderada – 2; e grave – 3 e 4). A radioterapia utiliza radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento de células anormais que formam o tumor. O acúmulo radiativo na pele, próximo à aplicação, é o que causa a radiodermatite. Porém, precisamos levar em consideração alguns fatores que podem agravar o ferimento, como o tipo utilizado de radioterápico, a dosagem aplicada, a frequência das sessões e a anatomia da região.

Os pacientes acometidos por esse efeito colateral precisam de alguns cuidados diários com a pele para amenizar os incômodos das lesões. Recomenda-se:

  • Mantê-la limpa e seca
  • Evitar coçá-la
  • Lavá-la com água e sabão neutro
  • Evitar loções, hidrantes e perfumes
  • Evitar roupas muito apertadas para diminuir a fricção
  • Evitar produtos que contenham metais em sua composição (ex.: desodorantes com saís de alumínio)
  • Exposição ao sol

É importante dizer que, somente o médico poderá prescrever algum medicamento para aliviar e tratar a radiodermatite. Informe-se e converse com ele.